Os três – Take 3: Pesadelos do passado.

Se você não conhece o grupo de heróis que é intitulado “Os três”, vocês podem conferir as duas história anteriores sobre eles que já foram apresentadas Os três – Take 1: Identidades secretas e Os três – Take 2: Festival – parte 1, ou você pode simplesmente ignorá-los e ler apenas esse texto, afinal, como um narrador (sem cor própria) eu sou quase que obrigado a explicar que “Os três” é um grupo de super-heróis compostos por Bay, que detém super força, super resistência e outras super capacidades físicas, Sofia, que pode controlar a temperatura de qualquer objeto ou ser vivo a menos de 100 metros de distância dela, e Akira, que pode controlar a mente de qualquer indivíduo a menos de 100 metros de distância dele, mas apenas um por vez. Hoje os nossos heróis foram chamados para enfrentar um tipo de alienígenas Nep um pouco diferentes, primeiro porque eles são apenas cinco, segundo, porque três deles usam, cartola e bengala (que louco hein?)  e os outros dois estavam de turbante, terceiro porque apenas os dois alienígenas de turbantes parecem está armados, mas…

– O que esses caras de cartola estão fazendo?
– Eles estão sentados com a mão na cabeça.
– Isso eu estou vendo, mas porque eles estão fazendo isso?
– E o que importa? Vamos logo atacá-los!
– Calma Akira! Você parece meio estressado.
– Eu realmente estou, mas não quero falar sobre isso, vamos agir logo, ou preferem esperar eles se levantarem e começarem a cantar: “Hello My Baby, Hello My Honey…”
– Han?
– Até eu saquei essa referência… É aquele sapo do desenho… como era mesmo o nome dele?
– Michigan J. Frog. Enfim, vamos logo ao ataque!
– Tá bom, mas não se irrite.
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– Sério… ninguém… Vocês são desprezíveis!
– Se querem continuar fazendo referências idiotas, podem ficar, eu vou atacar sozinho.
– Calma Akira! Eu vou com você, mas de que referência estão falando com relação ao “Tá bom, mas não se irrite.”?
– As vezes eu esqueço que você é francesa… Essa é uma referência a uma série Mexicana chamada “El Chavo” que fez sucesso em alguns países do continente americano.
– A Sofia é francesa? Quando foi que vocês falaram de onde eram?
– Skype.
– Vocês tem o Skype um do outro? E como vocês falam um com outro? Você sabe francês?
– Conversamos em inglês. E agora já chega, eu vou atacar!

Akira e Sofia partiram para cima dos Nep. Para começar, Sofia usou sua habilidade para desarmar os inimigos de turbante e Akira os botou para dormir um de cada vez. Depois que Sofia se afastou um pouco, Akira usou sua habilidade contra um dos Nep de cartola, mas ele passou a agir estranhamente até que caiu de joelhos em prantos e começou a gritar:

– NÃO, EU NÃO QUERO LEMBRAR!
– PAREM! PAREM! PAREM!
– AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH!
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– Caramba, você fritou o cérebro dos três Nep ao mesmo tempo. E parece que eles sentiram muita dor.
– Calado Bay!
– Akira o que foi? O que eles fizeram com você?

– Eles viram tudo… eles me fizeram lembrar de algo que eu nunca deveria lembrar… eles tinham de parar…
– Eu estou escutando um barulho de passos…
– Eu vi através das mentes deles que tinha outro Nep escondido. Pare ele antes que chegue na nave, senão eles vão saber a verdade sobre nós…
– Como assim?
– Eles usaram meu poder para entrar na minha mente e saber as nossas verdadeiras identidades e para transmitir essa informação ao Nep escondido. Pare eles! Eles não podem saber, senão nossas famílias e amigos…
– Ok! Eu entendi a situação, vou detê-lo. Sofia, cuida do Akira!
– Certo!

O Bay foi então deter o Nep e usou seus super sentidos para rastreá-lo. Enquanto isso (que frase clichê)…

– O que eles fizeram você lembrar?
– …
– Não precisa falar se não quiser.
– Tudo bem! Eu conto, mas não fale para o Bay.
– Eu prometo não falar nada…
– Todo mundo deve ter algo do passado que não quer lembrar e eu não também tenho. Houve uma época da minha vida que eu não tinha amigos e me sentia super depressivo. Por isso eu criei uma realidade em que existiam outros mundos e que eles lembravam desenhos animados, filmes e jogos que eu conhecia.
– Acho que algumas pessoas já passaram por isso…
– …mas eu desisti desse mundo. Eu achava que havia nascido no mundo errado e rezava para um dia algo acontecer e eu ir para um desses mundos que inventei. Uma vez eu falei isso para minha mãe e ela chorou bastante, mas eu não me senti errado.
– Caramba!
– Com o tempo e com a ajuda de um dos meus hobbys eu consegui superar essa fase e fazer amigos, mas só então eu percebi a tristeza que causei a minha mãe… Eu queria nunca reviver essa situação, mas aqueles Nep me fizeram lembrar.
– …
– Obrigado por me escutar! Eu me sinto melhor!
– Eu não fiz nada.
– Você escutou sem me criticar, isso já vale muito.Obrigado!

Após algum tempo o Bay volta (Que tensa essa história do Akira…) e …

– Eu consegui derrotar o Nep e destruir a nave.
– Bom trabalho!
– Você está legal! Se derrotamos todos eles, logo logo nós vamos voltar.
– Eu já estou ok!
– Mas o que aconteceu com você!
– Melhor não comentar.
– É estranho terem conseguido invadir sua mente, mesmo os Nep anteriores que tinham telepatia não conseguiram, você os derrotou facilmente, será que eles eram tão mais fortes assim?
– Eu não acho eles eram muito mais fortes, mas eu estava mais vulnerável devido a meu stress, eu acho?
– E o que está te deixando estressado.
– O fim do meu Doutorado está próximo e em vez de escrever minha tese, eu preciso escrever artigos e mais artigos devido a pressão de meu orientador; Eu queria só terminar meu doutorado, conseguir uma vaga de professor e ficar um tempo sem preocupar com deadlines e coisas do tipo.
– Deadline?
– Isso é o nome dado ao prazo final para entregar um artigo em um evento.
– Isso mesmo!
– Enviei um artigo para um evento na época do meu mestrado, mas não foi aceito.
– E você se formou?
– Não sou obrigado a ter artigos aceitos na época do mestrado, mas deve ser necessário no doutorado.
– Isso mesmo, mas eu já publiquei o necessário, mesmo assim o meu orientador quer que eu publique mais.
– Esse assunto está ficando chato.
– Concordo. hehe!
– Pois é, eu não queria lembrar do meu mestrado.
– Então você também teve uma lembrança ruim hoje, parece que não nos demos muito bem dessa vez.
– Pois é…
– AH!
– Por que o grito?
– Eu esqueci de por para gravar a minha série favorita…

Por hoje é só pessoal! O que você achou J.Frog?
– UOOOH!

– Hello! Hello! Hello! Hello there.